Descobrindo os sul-coreanos na literatura – Perturbador

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       Conheça mais sobre a literatura sul-coreana!!

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Antes mesmo do filme ganhador do Oscar, ” Parasita”, de Bonj Joon-ho, por melhor filme, melhor roteiro original, melhor diretor, melhor filme estrangeiro e vários outros. Já tinha me aventurado na literatura sul coreana, com ” O Bom Filho”, de You-jeong Jeong, publicado pela Editora Todavia, em julho de 2019. 

“A vegetariana”, de Han Kang, 2016,  também lançado pela Editora Todavia, em outubro de 2018, é ainda mais surpreendente que o livro anterior.  A descrição no verso, ” Romance perturbador e único, a vegetariana tem sido apontado como um dos livros mais importantes da ficção contemporânea. Uma historia sobre rebelião, tabu, violência e erotismo escrita com clareza atordoante das melhores e mais aterradoras fábulas.”    

E sim, a descrição é mais do que perfeita.  É tudo isso e muito, muito mais.  A protagonista nos cativa, nos emociona, já que por mais que queiramos sobrepujar nossos medos e traumas, eles insistem em nos atormentar, ainda que inconscientemente, agimos ou não por causa deles.         

Os traumas exigem, num momento da vida, a resposta.  E a resposta da protagonista é tão surpreendente, tão firme, tão clara, que alcança todos aqueles que estão ao seu redor.   Vemos como cada um reage, e mesmo que não tenha concordado com o final, é essa a realidade.  Crua.       

E o interessante da literatura como dos filmes sul coreanos?

É essa crueza, essa realidade fria e sem perspectiva. A narrativa é magnífica, a estrutura desvendando aos poucos os traumas, as reações, a dinâmica da família é peculiar e sedutora, faz com que você idealize um final ” ideal” , mas da leitura e do final, percebe-se que não há ideal, só a realidade.

“Suas sandálias molhadas pelo orvalho deixaram seus pés úmidos e gelados. Não teve vontade de chorar nem nada parecido, porque não compreendia o que queria dizer aquela sensação úmida, que se espalhara por seu corpo destroçado e subia por suas veias ressecadas. Simplesmente infiltrava-se na pele e chegava aos ossos.”

Pena não termos mais livros traduzidos para o português da autora, só em inglês, e, não precisa dizer que já encomendei todos na Noble&Barnes”, Human Acts: A novel”, de 2017, ” The white book”, de 2018.

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